A AUTOMOTILAÇÃO OU A AUTOAGREÇÃO PODE SER SINAL DE DEPRESSÃO.

Como ajudar alguém que automutila ou autoagride?

 


Ensine essa pessoa a se expressar de outras formas
    A automutilação é sobre tudo uma tentativa de comunicar um sofrimento, é um grito amordaçado que ninguém ouve. Pessoas que costumam se cortar tendem a diminuir a incidência desse comportamento quando passam a praticar alguma forma de arte:
Ø  Teatro
Ø  Desenho
Ø  Pintura
Ø  Literatura    
   Essas atividades fazem com que o individuo aprenda outras formas de expressar a sua dor. Recentemente indiquei uma adolescente que se cortava para uma escola de teatro e alguns meses depois um professor entrou em contato comigo, pois a adolescente era muito criativa e expressiva.
  A escrita, por ser a mais fácil de praticar e não precisar de exposição é a mais praticada por quem sofre deste transtorno. Orientar a pessoa a ter um diário onde ela possa desabafar e expor os seus sentimentos pode trazer grande alivio.
Ensine a controlar os impulsos autoagressivos
   Existem alguns exercícios desenvolvidos especialmente para fazer com que a pessoa tire determinada ideia do campo consciente da mente são técnicas simples e eficientes que você mesmo pode aprender e ensinar a quem sofre de qualquer problema de automutilação.
Escute o que ela tem a dizer
   Se alguém se mutila é provável que ela tenha algo a dizer, porém não sabe como e com quem se abrir e se você se dispôs a ajudar comece a fazer isso simplesmente ouvindo. Porém tenho que  lembrar que ouvir não é dar conselhos, não é falar mais que o outro, não é fazer várias perguntas e não é julgar. Ouvir e deixar que o outro fale do que está sentindo.

    De modo geral os automutiladores, falam coisas que em muitas vezes parecem incoerentes e sem sentido, mudam de assunto e se emudecem repentinamente, por isso é necessária muita paciência para conversar com eles.        
Ajude a lidar com a mãe
      
Em muitos casos, o indivíduo se corta como se a pele simboliza-se uma ligação com uma mãe que nunca deixa ir.  Existem casos ainda em que o paciente acredita que o seu corpo não lhe pertence, pertence na verdade a mãe (mais comum em casos de transtornos psiquiátricos graves).  O que quero ilustrar é que em casos de automutilação a relação da pessoa com a sua mãe é sempre diferenciada (para não dizer problemática). É bem comum que a mães de pessoas que se automutilam sejam super protetoras e intrusivas, que dificultam ou impedem que seus filhos se tornem seres independentes e donos de suas vidas. Dessa forma, dar subsídios para que a pessoa aprenda a lidar melhor com a própria mãe é de grande ajuda.

Conheça os conflitos dela
     É provável que o automutilador possua diversos conflitos e problemas com os quais ela não consiga lidar:

  1. Bullying
  2. Problemas com os pais
  3. Questões de identidade
  4. Problemas de família   
    E tantas outras dificuldades que uma pessoa possa ter. Esses problemas podem ser enormes para ela, mas podem ser de solução fácil para você. Outros conflitos podem depender da mudança de comportamento de diferentes pessoas, o que pode ser mais difícil  resolver. Difícil, mas não impossível.

    A possibilidade de essa pessoa ter outros transtornos mentais associados (depressão, ansiedade, síndrome do pânico, transtorno de personalidade borderline, esquizofrenia) é grande por isso é importante que um especialista cuide do caso.

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