DANÇA DIMINUI A DEPRESSÃO NÃO IMPORTA O RITIMO .
Dança do Ventre como
Antídoto para a Depressão
Por Débora Sabongi
Por Débora Sabongi
Durante
alguns anos tenho observado que algumas mulheres procuram a dança do ventre
para escapar das dificuldades momentâneas de suas vidas. Como professora de
dança (desde a época do ballet), percebi que muitas de nós não são
educadas para lidar com uma das mais difíceis tarefas ao longo do nosso
caminho: a arte de driblar a mente, evitando que pensamentos negativos assentem
sobre nossas cabeças.
Após
chegar a essa conclusão, iniciei uma busca para tentar entender como funciona
esse processo e talvez ajudar àquelas que estavam mais próximas a mim. Comprei
livros de psicologia (e confesso que acabei me apaixonando pela matéria),
pesquisei na internet e, claro, entrevistei profissionais da área de saúde
para realmente compreender como tudo funcionava.
Sendo
leiga, evidentemente, não pretendo levantar tese sobre este assunto tão
delicado. Apenas gostaria de expor, através de uma conversa amigável, minha
visão a respeito deste mal que aflige tantas mulheres.
A
depressão não avisa quando vai atacar, mas alguns sinais são perceptíveis e
podem nos dar uma boa dica de como não cair na armadilha. A questão é que
geralmente nos deparamos com um problema qualquer e, de repente, quando menos
se espera, ele já se tornou tão grande e complexo que engoliu toda a esperança
de salvação. Não importa como começou o processo depressivo, o importante é
diagnosticá-lo e começar a procurar ajuda o mais rápido possível.

Primeiro
é necessário entender os conflitos existenciais que aumentam a cada dia;
diversos “porquês” e perguntas sem fim. É preciso “entender-se”, iniciar um
trabalho de autoconhecimento, e então será possível encontrar alguma saída.
Alterações de humor são comuns na maioria das vezes, apesar de cada caso
possuir características distintas. Não é raro alguém neste estágio ferir ou
agredir quem está próximo. O isolamento parece ser sempre o melhor remédio. A
carência torna-se cada vez maior, aliando-se a sensação constante de
incapacidade. Os sentimentos vão ficando mais e mais confusos. Angústias,
irritação quase permanente e a procrastinação começam a fazer parte do
dia-a-dia.
Um
somatório de eventos vai indicando, pouco a pouco, o quanto já se está
submerso no mundo depressivo. Insônia ou sono em demasia, perda de memória e
concentração, falta de apetite e perda de peso, são algumas conseqüências da
rotina desse estado. Nada mais faz sentido nesse momento.
O choro
vai aparecendo e “do nada” se transforma em algo muito natural. Chorar não
está errado, o problema é não saber por que se chora. Neste ponto, é vital
procurar ajuda. Perceber que já passou de um simples ataque de estresse, que é
algo sério e buscar soluções com alguém realmente capaz de entendê-la. A ajuda
pode vir de todos os lados: da família, dos amigos e de médicos especialistas.
Basta apenas uma única decisão. A pessoa em desequilíbrio precisa acreditar
que necessita de ajuda e que com ela poderá respirar novamente. Se não se
sentir impelida a colaborar consigo mesma, não haverá cura. Mesmo que todos
queiram ajudar, tudo será em vão. Trata-se de um trabalho de dentro para
fora, não o contrário.
Depois
do “acordar”, vem a conscientização de que é essencial cercar-se de pessoas
positivas e construir pensamentos otimistas, como se fossem mantras
envolvendo sua mente todos os dias. Se livrar da solidão edificando amizades
ao vivo, em contato real. Preencher o tempo, ora vago por causa da
doença, com visitas àqueles amigos que ficaram pelo caminho.
É
importante tornar os dias mais produtivos. E aí entra a dança....

A
atividade física traz a sensação de bem-estar a quem sofre de depressão. A
dança do ventre (como já falamos em outros artigos), com o aumento do ritmo
cardíaco auxilia na circulação sanguínea no corpo todo e isso inclui o
cérebro. A respiração, correta e consciente, durante os exercícios
proporcionam uma agradável sensação de leveza interior.
Esta dança em particular,
propicia às mulheres um aprendizado valioso que é amar a si mesma, cuidar-se.
E esse amor que se desenvolve internamente, transforma-se em uma experiência
de “volta a vida”.
Cada dia
acontece uma nova descoberta, seja com o corpo ou com os próprios sentimentos.
Outras pessoas começam a fazer parte de sua vida. Surge uma deliciosa terapia
irradiada de felicidade, através de suaves músicas e movimentos.
Com
a
dança somos capazes de alcançar o autocontrole. Passamos a entender que as
dificuldades podem ser vencidas, que o sucesso no alcance dos movimentos
perfeitos (assim como na vida) são conseguidos com perseverança e que é
indispensável treinar a arte da paciência.
Somos dotadas do
"Poder da
Recuperação", por isso se você sofre desse mal:
ü
Seja positiva sempre;
ü
Afaste-se de quem tanto a critica;
ü
Não pratique automedicação – remédios somente com
acompanhamento médico;
ü
Reconstrua sua carreira, sua família e seus sonhos;
ü
Surpreenda-se com suas vitórias diárias, mesmo que sejam
pequenas;
Dançar é
uma ótima terapia!
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